Verifiquei que não me servia realmente para nada. Por isso cancelei a minha área de facebook. Um passo atrás, de volta à caverna, para longe das luzes da comunidade digital.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
sábado, 11 de outubro de 2014
Forum Fantástico
Está aí a chegar o Forum Fantástico. No primeiro dia do evento, 14 de Novembro, haverá lugar à apresentação da antologia "Por mundos divergentes", onde figura o meu conto "Arrábida8".
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Antologia "Por mundos divergentes" já está à venda
Autores: Ana C. Nunes, Pedro G.P. Martins, Nuno Almeida, Ricardo Dias e Sara Farinha
Sinopse:
Num futuro por
vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados
ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que
tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem
maior. Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por
Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G.P. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.
Disponível
em: Versão em papel
162 páginas
Preço da
versão em papel: 10,00 euros
Já pode ser
adquirido por compra online aqui
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Pirilampos
Estão à nossa volta
Todos os dias, à nossa volta.
Cirandam
Cabisbaixos, discretos
Esvoaçantes
Inquietos,
Esses brilhos que farolam
Por dentro nos assolam
Pirilampos, que inflamam
Que nos chamam
Clamando, sem pedir
Sem implorar.
Peneirando, apenas
Como que dançando
De soslaio, à nossa volta
Contendo uma vida
Em cada olhar.
Não são ávidos, os insectos
São lúcidos, Pirilampos
Como facas
A atravessar o peito
São olhares de um coração desfeito.
Como os podemos ignorar?
terça-feira, 19 de agosto de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Porto
Parado à tua porta.
Estás longe de imaginar que estou aqui,
Parado, à tua porta.
Eu não sei se estás aí,
Não vou tocar-te à porta.
Estou apenas aqui, sentado
Parado
À tua porta.
Entra (dir-me-ias tu)
Por favor, entra
(dir-me-ias, se soubesses
Que estou aqui ao lado
No carro
Estacionado
À tua porta).
Não sejas tão duro contigo
(Dirias)
Dá-te um momento
Bebe um copo comigo
(Dirias, se soubesses
Que estou aqui, parado
À tua porta).
A porta de onde saí, em tempos
Talvez de mal contigo, não sei
(já foi há tanto tempo)
A porta onde sempre me medi
Esse lugar de onde fugi e que é hoje
O meu porto de abrigo.
Salmão traído, assim me sinto
Todo eu, piloto automático
Rodas de automóvel
A guiarem-me a ti.
Ao teu portão: o teu portal
Sorumbático, retraído
Grave, comedido:
Entra, por favor (dir-me-ias tu)
Escuta aquilo que te digo:
Tira os olhos do chão
Não sejas tão duro contigo:
Dir-me-ias, se soubesses
Que aqui estou, imóvel
Hesitante, no automóvel
Estacionado
À tua porta.
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