a-chave-dicotómica

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

santas rotundas

Já fiz a estrada duas mil vezes e nunca a fiz duas vezes igual. 

Não porque me agrade a aventura de experimentar caminhos novos, mas porque me perco sempre.

Simplesmente não a consigo fazer igual.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vertigo

Estive a rever este clássico do mestre Alfred Hitchcock. 

Li acerca deste filme, se não me engano na revista Empire, que é "uma história de fantasmas sem fantasmas". E é isso mesmo. Só o génio de Hitchcock para conceber um thriller assim tão subtil, tão elegante.

Estou dividido entre Vertigo e Rebecca como os melhores filmes de Hitchcock, mas não tenho dúvidas que quando mergulhamos na simbologia e genética do cinema, Hitchcock está lá nas profundidades, ancestral comum de vários géneros da 7ª arte que foram ramificando em tudo o que existe hoje à superfície. 

Rever Hitchcock é como que uma viagem às origens, mas não é só isso. Se se diz que há cinema antes e depois de Psycho, também é verdade que não são muitos os filmes de suspense que hoje em dia o suplantam.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Marte

Coincidência interessante, ou não.

Estou a ler as Crónicas Marcianas de Ray Bradbury ao mesmo tempo que vi pela TV imagens deste planeta captadas - penso que pelo Curiosity - nesta primeira missão bem sucedida. Aquilo causou-me algum impacto. Não apenas o desanuviar de uma certa e estúpida claustrofobia, mas até do ponto de vista turístico. Apetece-me acorrer já à Agência Abreu e perguntar que ofertas têm.

Mas primeiro quero ainda ir a Tomar. Ver o Convento de Cristo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

I have no social skills

And I’m not proud of it.
But still, I have to make an effort to deal every single day with my own self.

All this loud awful people living inside my own head.
 
Hey, that’s an achievement.

O último post

Acordei de madrugada com dores no peito. "foda-se nunca mais faço merdas de comunicações em congressos, nunca mais deixo que me digam ou que me mandem fazer coisas contra a minha natureza".

"Pior: contra a minha saúde!"

Assim vociferei de noite, entre dentes, depois de lá ter feito a apresentação nesse dia, a custo de algum xanax, pois claro. Mas depois ainda acordo assim a meio da noite. Aparentemente, depois de tudo ter acabado. Foi assim que vim aqui. Liguei o computador, e entrei a pensar que este seria o meu último post. 

Mas depois refreei a cabeça, resolvi esperar um pouco. "vamos ver o que acontece", "sem fodasses, vá lá, sem fodasses", "vamos esperar pelo dia seguinte". E assim foi.

Hoje de manhã ainda cá estava. A pensar que enfartes assim, como estes, já os vou coleccionando. Mas pronto, não vamos agora desvalorizar, até porque tenho ali umas pontadazitas nas costas que...

terça-feira, 31 de julho de 2012

Lisboa Electropunk: um cenário retro-futurista


A Lisboa no ano 2000, projectada por escritores do século XIX, na altura em que a energia eléctrica estava ainda a despontar e muito se imaginava sobre um futuro com uma tecnologia baseada na electricidade. Eis o conceito subjacente a esta antologia.

Imagem tirada do livro "Lisboa no ano 2000" de Melo de Matos, e emprestada ao conto de João Barreiros "O turno da noite", publicado na revista Bang, nº10.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

"Quem semeia

no Tejo".

É este o título do meu conto que vai integrar a antologia Lisboa Electropunk (título provisório), organizada por João Barreiros. Tal como diz o link abaixo, a apresentação da antologia terá lugar no Fórum Fantástico, dias 23-25 de Novembro. Foi lá que vi ao vivo, no ano passado, pela primeira vez, este reconhecido autor português de Ficção Científica, que estava no Fórum Fantástico a promover este projecto e a fazer um convite à submissão de contos para concurso.


Site onde os resultados foram publicamente divulgados, acompanhados de um magnífico texto do coordenador da antologia, João Barreiros: 
http://www.saidadeemergencia.com/editorial/-o-138/anuncio-dos-autores-selecionados-para-antologia-lisboa-electropu/