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domingo, 27 de maio de 2012

História em curso

Neste período pós-entrega ando a "vingar-me" a terminar de escrever um conto para submeter a mais um concurso, enquanto ainda espero novidades de outra história que enviei para outro concurso, sabendo ainda que já tive um conto não vencedor num primeiro concurso.

Enfim, concurso atrás de concurso, hei-de reunir no fim um livro de contos, a que poderei designar, como título geral: "Contos não premiados". É esse o segundo grande objectivo desta minha senda.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Síndroma do doutoramento

Mais um cartoon com a assinatura de Quino.

sábado, 19 de maio de 2012

Está quase...

Depois de um Quino sobre a morte, agora um pouco de Jorge Cham sobre dead lines.

Ainda sobre o post "A dívida"...


É sempre bom rever o genial Quino e tudo o que ele tem a dizer sobre a vida em sociedade e sobre a condição humana.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Shame

Um filme corajoso e recomendável. Talvez dos mais marcantes que vi ultimamente. Quando a força do argumento está no que não diz nem mostra, como o passado dos dois irmãos com uma relação intrincada e conflituosa, ambos com as suas psicopatologias, ambos a sentir na pele uma solidão que é uma desconexão com a vida social. E cada um a saber intimamente que o outro é a única pessoa que o pode compreender e perdoar. 

Fica a curiosidade por saber que vivências partilharam no passado, o que é que presenciaram, o que silenciaram, o que carregam ainda consigo. Coisas que remetem para a terceira personagem deste filme: a família de Brandon e Sissy, no seu todo uma personagem tão forte quanto ausente. Ausente no texto, mas a vestir cada acção e cada comportamento dos dois irmãos protagonistas, espectacularmente interpretados por Michael Fassbender e Carey Mulligan.

Não é, porém, um feel good movie. Tem sexo, é certo, pois trata-se de um homem viciado em sexo. Mas até este é desconfortável e pouco sensual, tido que é tratado com uma imensa agonia. 

É, digamos, como se fosse uma espécie de "Leaving Las Vegas", mas em que o Nicholas Cage se esvaziasse na Elizabeth Shue e suas amigas, em vez de esvaziar garrafas de vodka. 

 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Uma semana inteira à volta disto

Já quase me tinha esquecido deste grande amor por rove beetles (Staphylinidae), até ter surgido esta nova jornada de identificação intensiva de espécies de estafilinídeos no período pós tese.

sábado, 12 de maio de 2012

Por falar em acabar o mundo

Outro grande filme de Lars von Trier. Pelo menos para mim, fã confesso deste que é um dos grandes autores do nosso tempo. Pelo menos um autor incontornável, face aos afiados e desconfortáveis pontos de vista que ele tão bem exprime com a sua câmara, duma forma tão densa e íntima que traz ao de cima reminiscências de Bergman. É um estilo nórdico, de que tanto gosto. E por mais que se critique, Lars é cinema.  

Este fala exactamente do fim do mundo, mas numa perspectiva bem diferente do que são normalmente filmes sobre o apocalipse. Este é um filme de personagens, um filme sobre a depressão e a relação de uma pessoa, que se sente tão afastada do mundo, exactamente com o fim desse mesmo mundo. E à volta dela outras personagens, que tanto se esforçam para que ela se insira neste mundo, como reagirão essas pessoas perante o apocalipse. Tem esta obra o (feliz) título de Melancholia. E talvez estivesse no meu subconsciente quando escrevi aqui o post "A dívida". Porque há muito deste filme nesse meu post. Aí está porque gosto do Lars. É isso o que é para mim um cineasta, é alguém com a capacidade de se incrustar no subconsciente das pessoas, alguém que não tem que fazer filmes fáceis de ver, e fáceis de esquecer. 

Pelo contrário. Um cineasta deve fazer filmes que não sejam assim tão fáceis de ver e, sobretudo, que não sejam assim tão fáceis de esquecer.