You do it once and they owe you for life."
Jordan in Scrubs (Season 5, Episode 5 "My new God")
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
"Helping someone move [to a new house] is like oral sex
sábado, 9 de outubro de 2010
Vivas Video
Da casa do Vivas lembro-me vagamente de algumas coisas. Do hall de entrada, do quarto do Rui e da Rita (com os nomes deles em cima das camas) e da cozinha onde uma vez o surpreendi a fazer uma sanduíche bizarra. Pão bimbo barrado com manteiga e… Toddy de morango. Mas o Vivas tinha um conceito visionário acerca do valor que atribuímos ao sabor das coisas.
“Se um dia a tua mãe te pusesse um cagalhão no leite com chocolate tu só achavas o sabor um bocado esquisito, mais amargo, mas não desconfiavas”, disse-me ele um dia, e na altura achei que aquela reflexão tinha uma certa sabedoria, muito embora devesse ter desconfiado quando o ouvi expressar-se acerca da primeira azeda que provara: “Este coiso sabe… sabe a coiso.”
Suponho que o Vivas também se recordará da minha casa, pois de vez em quando acontecia que, quando eu chegava da escola, ele já lá estava a jogar ao computador. Por vezes com um iogurte que tinha tomado a liberdade de ir buscar ao frigorífico. Verdade seja dita, jogar Spectrum com o Vivas era a única forma de eu conseguir ver um jogo chegar até ao fim. A habilidade dele para o jogo valeu-lhe desde tenra idade andar sempre a encher os bolsos.
Concretamente, de berlindes.
Dito isto, o Vivas era o colega da escola que eu mais invejava. Não porque a minha mãe recorrentemente dizia que ele, apesar de não ser amigo dos estudos, era um miúdo muito inteligente (contrariamente a mim, que era um burro marrão). Também não porque ele passava sempre mais uma fase que eu em todos os jogos. E não só do Spectrum, pois recordo-me ainda hoje daquele dia em que jogámos ao bate-pé. Mas na verdade, eu invejava-o porque ele era o único do grupo de amigos cujo pai era dono de um clube de vídeo, “Vivas Video”, o primeiro videoclube de Elvas. Nessa altura, ter um videoclube era como ser uma espécie de feiticeiro. Vendia-nos fantasias sob a forma de cassetes VHS.
Lembro-me que foi lá que aluguei filmes como o “Rambo, a fúria do herói” e o “Pesadelo em Elm Street”. Mas também foi de lá que enfiei alguns barretes. Fiascos como o “Homem Aranha”, não o homem aranha que conhecemos hoje em dia do cinema. Aquele era um homem aranha que nem sequer usava luvas!
Uma mega desilusão para quem ansiava por ver finalmente no ecrã o nosso herói aos quadradinhos.
As cassetes VHS vieram revolucionar também o conceito do que é uma festa de aniversário. Pôr um filme para os amigos passara a ser uma fórmula de sucesso. Lembro-me de uma vez, já com os primeiros convidados a tocar á porta, estar ainda em pânico com o “One eye for one eye” de Chuck Norris numa mão e o “Footloose” na outra. Se o primeiro iria ser mal recebido pelas meninas, já o segundo faria os rapazes passarem a olhar para mim de lado.
Mas nisto chegou o Vivas com uma cassete VHS na mão, fresquinha no seu clube de vídeo, o “Howard the duck”. E salvou-me a festa.
Hoje penso como é que é possível o “Howard the duck” salvar alguma festa, por mais enfadonha que seja. Mas enfim, éramos crianças.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Religião & Moral
That's not morality, that's just sucking up"
Richard Dawkins in "The God delusion".
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Heróis da Banda Des-denhada
Lembro-me que não era grande aluno, mas era esforçado. Grande parte da vontade de aprender a ler foi perceber o que diziam as bandas desenhadas dos meus heróis. Na altura, o "Homem aranha" e "O Incrível Hulk". Foi então que na 2ª classe aprendi que a letra "C" se lê como um "S" quando se apresenta antes de um "E" ou de um "I". Esforçado aluno que era, já desde tenra idade, quando cheguei a casa tentei aplicar o que tinha aprendido na teoria. E comecei logo por corrigir o meu irmão a pronunciar os nomes das personagens, nomeadamente “O Inserível Hulk”.
Mais tarde, na 3ª classe, quando também já tinha aprendido que o “E” por vezes se lê como “I”, dei por mim a aplicar os conhecimentos adquiridos, corrigindo o meu próprio nome para P. Guilherme Pereira Martins… da SElva.
Podia aqui acusar a forte influência do Tarzan, outro personagem muito vívido na altura. Mas também não podemos culpar sempre a banda desenhada.
Stadium Port Rubi
Grande qualidade de vinho do Porto por apenas 3,49 euros, adquirido no “Super de Boer”. Dizem que vem de Gaia… e também, aqui no verso, que serve para outras utilizações.
Será para lavar sanitas?
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Em tempo de cromos,vou decalcando memórias
Mas tanso que sou, e com alguma pena, não sei como aderir ao canal Q e visionar a história que eu próprio escrevi.
Entretanto enviei outra história, curiosamente com o título "Zombie".
Mas nada tem a ver com filmes de terror.
Entretanto vai ser também aqui que vou decalcar alguns episódios, direi mais curtos apontamentos, acerca daquela época mágica para quem está hoje nos 30s.
Os anos 70-80, com uns salpicos de 90.