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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Stadium Port Rubi

Grande qualidade de vinho do Porto por apenas 3,49 euros, adquirido no “Super de Boer”. Dizem que vem de Gaia… e também, aqui no verso, que serve para outras utilizações.

Será para lavar sanitas?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Em tempo de cromos,vou decalcando memórias

"ZX Spectrum" foi um dos textos lidos na "História Devida" e agora também no Canal Q da MEO.

Mas tanso que sou, e com alguma pena, não sei como aderir ao canal Q e visionar a história que eu próprio escrevi.

Entretanto enviei outra história, curiosamente com o título "Zombie".

Mas nada tem a ver com filmes de terror.

Entretanto vai ser também aqui que vou decalcar alguns episódios, direi mais curtos apontamentos, acerca daquela época mágica para quem está hoje nos 30s.

Os anos 70-80, com uns salpicos de 90.

Têm sido relapsamente assim, os meus últimos dois anos

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Álvaro de Campos

"Que bom poder-me revoltar num comício dentro de minha alma!

(...) Merda! Sou lúcido."

Trecho de “Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa”, do grandioso Álvaro de Campos.

Este poema merece ser lido na sua totalidade. Tal como a “Tabacaria”, tal como muitos outros de Fernando Pessoa.

Se Fernando Pessoa fosse vivo, e ainda estivesse em boas condições para pensar, e tivesse umas lições de guionismo com o Robert Mckee, daria o melhor argumentista de thrillers psicológicos de sempre.

O homem escreve.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quem Sabre, Sabre

Não é que tenha ficado algo mal resolvido na minha infância mas, meus amigos, eu posso não ter passado mais nenhum jogo, mas passei o Sabre Wulf. Já na idade adulta, ok, mas que interessa o quando? Interessa o como. E o como foi sem vidas infinitas. Está bem, com um mapa, mas isso não é importante. Vejam-me mas é aqui, de espada em riste, feita para matar este ouriço (?), e depois aquela salamandra (?) e finalmente o escorpião! Isto sim, grandes gráficos.
PS: Lembrei-me agora que também passei o Bruce Lee. E talvez mais uns quantos.

I need a car wash

Sensu H. Carter, in "Shrink".

domingo, 3 de outubro de 2010

Cromos canibais

Talvez o fascínio por zombies seja também uma questão geracional. Clássicos do tema zombie, quer do George Romero, quer do Sam Raimi, ou mesmo do Carpenter, vieram das décadas 70-80, ou seja, cresceram na minha infância, fizeram parte da minha adolescência, e por isso mesmo, tornaram-se parte do meu imaginário. Mas por que foram as décadas de 70-80 propícias ao desenvolvimento do tema? E por que será que este estilo gore, a roçar o ridículo, pegou tão bem? Mais uma vez a minha teoria remete para o clima de Guerra Fria, e a ameaça permanente que pairava do holocausto nuclear. É só uma teoria, mas encontro uma clara ligação entre “ambiente zombie” e cenários catastróficos do pós-nuclear.
De facto, foi nessa época que tanta ficção girou à volta destes temas, desde o cinema (lembro-me do “The day after”, onde a imagem do cogumelo se afigura como símbolo do terror supremo), até à banda desenhada (lembro-me de “La survivant”, uma obra premiada na altura, entre muitos outros). E invariavelmente estes temas retratam os ambientes sombrios de um futuro pós-apocalíptico. Os espaços de repente vazios de uma outrora metrópole, dominados por destroços e poeiras, são cenário para a quebra do contrato social e a luta pela sobrevivência.
E é justamente aqui que o “holocausto nuclear” e a temática zombie se tocam. Porque mais do que um bando de mortos a erguerem-se da cripta, os filmes zombie são por natureza filmes sobre sobrevivência. Remetem também para cenários catastróficos onde reina o caos e o estado de sítio. Uma guerra de todos contra todos onde tudo vale pela sobrevivência. Até mesmo o canibalismo.
Tal como em filmes de zombies, não é infrequente encontrar canibalismo em obras que remetem para cenários pós-holocausto, nuclear ou outro, porque entretanto o paradigma do terror se alterou mais para o lado das pandemias ou catástrofes naturais. Desde a velhinha BD “La survivant” até filmes recentes como “Eu sou a lenda”, “A estrada”, ou “O livro de Eli”. Não que os filmes que referi em particular sejam muito interessantes mas possuem estes elementos românticos do meu imaginário construído, justamente, em plena ameaça nuclear global. Que entretanto se esfumou no tempo deixando apenas os seus vestígios na minha acepção estética pelo estilo zombie. E mais do que o estilo, o conceito. Deveria sugeri-lo à "Caderneta de cromos" do Markl, se é que não foi já sugerido.