"We shall not cease from exploration
And the end of all our exploring
Will be to arrive where we started
And know the place for the first time."
N’ “A linha geral” de Sergei Eisenstein, quando dois camponeses estão a implorar certos direitos a um suposto suserano, este levanta-se da poltrona e as suas costas cobrem todo o ecrã, “esmagando-os” na imagem. No cinema, a força da imagem e do seu valor simbólico têm sido também esmagados pelas fórmulas comerciais do consumo rápido e descartável. Valem alguns cineastas que vão filmando contra a maré, como é o caso de Darren Aronofsky.
Desde o célebre e expressionista "Nosferatu" de Murnau que muito se tem ficcionado sobre vampiros no cinema. É fácil pegar nos habituais clichês do próprio tema, que só por pelo seu cariz ambíguo de horror sensual é sempre uma fórmula apetecível. Como adepto de filmes de vampiros, confesso que vi muito lixo pelo caminho, com raras excepções. Mas o caminho trouxe-me aqui. É como aquele poema, que é a síntese de todos os poemas, que não nos sai da cabeça mas não sabemos expressá-lo. As palavras, essas, andam soltas, tal como as peças de um cubo mágico impossível de decifrar. Às vezes encontramos peças desse poema na beleza de uma música que alguém compôs há séculos atrás.